Lacunas

Essa semana fui com a Val, ao consultório do oftalmo, para um exame de rotina.

Primeira vez dela nesse oftalmo.

Procedimento padrão. Entra, entrega a carteira do plano e aguarda.

A recepcionista chama e entrega uma prancheta com um formulário para preenchimento.

Aí começa o problema. Quem é que consegue escrever nesses formulários.

Sabe esses formulários impressos que tem umas lacuninhas minúsculas pra você encaixar cada letra?

Letra de quem cadê ali???

È muito mais difícil escrever naquilo. Eu não consigo nunca, minha letra simplesmente não cabe.

Acontece que as letras acabam se misturando, invadem as outras lacunas e fica tudo ilegível.

Pra que fazer isso? Ou será que o problema é só comigo?

Sabe quando vc acorda com uma música na cabeça e ela fica te atormentando o dia todo??

Por que quando isso acontece, é sempre uma música chata que vc só lembra o refrão?

Coisas que me irritam

 

Sempre que vou a algum banheiro público -tipo de shopping - fico bobo com a burrice das pessoas.

Gente, não adianta ficar com as mãos paradas debaixo do secador de mãos. Não vai secar!

Ta escrito lá - Esfregue as mãos debaixo do secador - pronto, isso quer dizer que mão parada não seca!

Daí fica um bando de Mané, com cara de bobo, olhando pra mão molhada.

È muita preguiça de pensar né??

*

Outra coisa que detesto são forminhas de gelo. Detesto!

Pra lavar é um saco, pra encher então nem se fala.

Você enche e até chegar ao congelador metade já vazou.

Cai no chão, no braço, e invariavelmente na hora de abrir a porta e colocar no congelador, você da uma batidinha e escorre mais um monte.

Daí na hora de tirar, ao tentar desinforma-las, você derruba metade na pia ou no chão.

Ou seja pra cada 1 pedra de gelo no copo, 3 são desperdiçadas.

Preferia umas formas antigas que minha avó tinha. Eram formas de alumínio com um tipo de alavanca que ao ser puxada desinformava as pedras.

E fazia uns pedrões enormes, era ótima.

 

*

Tem coisa mais chata, que gente que anda lado a lado na calçada?

Vou explicar.

Sabe quando você sai do teu trabalho na hora do almoço com pressa pra ir ao restaurante e no caminho, tem um monte de gente, andando lado a lado na calçada, impossibilitando de passar??

Às vezes tem 4  neguinhos batendo papo lado a lado.

È impossível passar, você tem que ir pra rua porque os manezôes querem andar um do ladinho do outro.

Será que é tão difícil assim deixar um espaço pros outros passarem? Não dá pra conversar quando chegar ao restaurante ou qualquer outro lugar??

 

 

Será que daria pro Natal, esse ano, ser no dia 30???

To precisando de mais uma semana

XGG

Os que me conhecem, dizem que sou grande. Eu não me acho tanto, mas não posso negar que, nunca fui mirrado, sempre fui gordinho, grande e emburrado.

Semana passada, estava na Vila Olímpia almoçando com a Val, quando vimos uma loja que vende camisas sociais. Todas 100% algodão por um preço ótimo.Parei para provar algumas e quase cai pra trás!

As únicas que me serviram, foram as XGG - sim, extra GG - ou seja, tamanho monstro do pântano!

Tudo agora é Slim Fit. Tudo é justinho, nada me serve no ombro, nada fecha no meu peito. A moda agora é EMO, umas bichinhas magricelas.

Sempre achei que isso fosse problema de menina.

Pode reparar pra mulher tudo é pequeno, se você não for anoréxica nada serve.

Agora pra homem está igual, se você não for uma bichinha emo-esquelética, nada te servirá.Tem uns emos lá na academia, a coxa dos caras, é menor que meu braço, dá até medo.

Parece que a moda esta caminhando pra isso. To ferrado, nada mais me servirá.Serei um pária da moda.

Fiquei mal com o tamanho da camisa, mas comprei mesmo assim.

Se eu colocar o George Foreman Grill na sacada, ela vira " Varanda Gourmet"?

Fuerza

Outro dia a Rê (http://passeidostrinta.blogspot.com/) arrumou convites, para eu e a Val assistirmos ao espetáculo FUERZA BRUTA (http://www.fuerzabrutabrasil.com.br/).

Assistam – Vale a pena.

Foi lá no Villa Lobos. Parece que gostaram de fazer as coisas lá -Depois do Cirque, tudo acontece lá.

Tava uma noite fria, muiiiiito fria, parei o carro meio longe e fomos caminhando.

Me recuso a pagar R$ 20,00 por um estacionamento dentro de um parque publico que é gratuito o dia todo.

Caramba, o parque é publico, o estacionamento também! Cobrar R$ 20,00 dos trouxas para estacionar é muita sacanagem.

Bom, chegando lá, temos que esperar a abertura da tenda principal. A espera é feita do lado de fora, num lugar parcialmente coberto com bar e musica de balada.

Essas bobagens de MPB eletrônica, insuportável.

Bom, sentamos nuns banquinhos feitos de pneu reciclado (muito legal), e aguardamos com muito frio.

Nisso pudemos comprovar que BISCATE NÃO SENTE FRIO!!

È incrível, o que mais tinha era menina de saia e frente única.

As pernas roxas de frio, mas as biscates lá, inteiras sem tremer nem demonstrar nada.

Os mamilos deviam estar até doendo de tão duros. Frente única sem sutibas numa noite de 9 graus é estupidez né.

Dentro até que estava quentinho, mas pra que se sujeitar a isso?

È muita vontade de chamar atenção né.

Baciada

Outro dia fui à Zara com a Val. Confesso, não entendo bem essa loja.

Moro em Pinheiros, como vocês sabem. Bem próximo a Teodoro Sampaio.

Essa rua tem diversos ramos de lojas conforme o quarteirão percorrido. Roupas, móveis e instrumentos musicais. Próximo a minha casa, estão às lojas de roupas.

Tem de tudo ali, mas a maioria das lojas é de roupas populares.

Agora me digam, por que loja feminina de roupa popular tem que ter bandejas gigantes de roupas jogadas??

Sabe tipo baciada?

As roupas ficam lá, jogadas e amarrotadas, com a mulherada se acotovelando pra ver.

Uma quer a blusa que esta no fundo da bacia e puxa uma manga ate arrancá-la de lá.

Parece um ataque de hienas famintas.

Não consigo entender, como alguém pode comprar em um lugar assim. Eu me recuso a entrar numa loja com bandejas de roupas.

Loja de homem não tem isso.

Bom, voltando a Zara. È uma loja arrumadinha, nos melhores shoppings, marca espanhola famosa por copiar tudo de todos em tempo recorde.

Porém, lá estão as malditas bandejas.

Bandeja de malhas de tricot por R$ 50,00. Pronto, tudo amarrotado e jogado.

Parece que mulher é incapaz de pegar uma, olhar e devolver dobrada.

Tem que pegar, puxar, amarrotar bem e jogar de volta – onde cair caiu.

Enquanto isso na parte de roupas masculinas, tudo está em perfeita ordem.

Juro, não consigo entender isso.

Um banquinho e um violão

Outra noite, eu e a Val, fomos à casa de um amigo comer uma pizza.

Inauguração do apartamento deles.

Fomos a pé, afinal era na Vila Madá mesmo, pertinho de casa. Como queria tomar um vinho, não quis arriscar ser parado numa blitz.

Agora, imaginem só, sábado oito e meia da noite na Vila Madá.

Pois é, não da pra imaginar, por que, por incrível que pareça, não tinha ninguém nas ruas.

Qualquer bar era só chegar e entrar.

Muito louco, só pode ser a Lei Seca, o pessoal ta com medo de sair beber.

Bom, mas o ponto não é esse.

No caminho pela Aspicuelta vi um barzinho com uma placa – “ MPB ao vivo”.

Juro que não entendendo o que as pessoas vêem em musica ao vivo, tipo um banquinho e um violão.

Eu detesto!!!!

Pra mim estraga qualquer ambiente.

Em geral os caras acabam com a música e você fica lá, meio que na obrigação de bater palmas.

Que saco, não da pra ter só musica ambiente e pronto? Pra que o Mané cantando?

Pior, sempre tem um repertório padrão. Tim Maia não escapa, Djavan então nem se fala.

Todo mundo acha que pode cantar Flor de Liz.

Pow que merda.

Bota o original.

Invariavelmente sempre vai ter um chato na tua mesa pra cantar junto, se achando o próprio Tim. Meu quer cantar vai pro karaokê.

Uma vez fui com a Renata do “ passeidostrinta” na Casa do Padeiro na Faria Lima.

Ia sempre lá comer cheesecake. Bom nesse dia comemos, conversamos, falamos mal de meio mundo e uns 10 min antes de fecharmos a conta, veio uma mulher desafinada cantar.

Desde o começo eu tava acompanhando a movimentação.

Primeiro chegou a mulher – meio sapata – sentou e tomou um café.

Depois uns amigos estranhos de boina e calça quadriculada. Calça quadriculada é coisa de alternativo né ?

Ou seja, ou os caras são de teatro ou músicos.

Bom, a sapata, foi para um canto arrumou o banquinho pegou o violão e pensei. FODEU, vai cantar Ana Carolina, fodeu, fodeu, fodeu.

- Rê, vamos embora, agora!

Merda, não deu tempo, começou a cantar.

Algo parecido com “ toda rosa é vermelha mesmo se for amarela não deixa de ser rosa” ou alguma aberração do tipo.

Ana Carolina eu acho.

Pedi a conta, rezando pra chegar antes da segunda musica.

Chegou.

Cobrando “couvert artístico”. É mole???

Ia pagar pra ouvir aquela merda???

Reclamei um monte e não paguei.

Ela deveria me pagar pra ouvir, isso sim.

Detesto um banquinho e um violão. Penso assim : Se você não tem capacidade pra ter mais pessoas tocando com você, é melhor desistir

 

 

 

Pinguça

Outro dia, li no "Homem é Tudo Palhaço", o post de uma menina que contava de um relacionamento que não deu certo.
Bom, basicamente, se fala no "HTP" sobre relacionamentos que não deram certo.
Essa dizia que, após ficar algumas vezes com o cara, ele, teoricamente, se interessou por uma amiga dela.
Esse é o link http://tudopalhaco.blogspot.com/ - mais fácil vocês lerem, né?
Mas, vamos lá. O que realmente me chamou a atenção foi o fato dela dizer que sempre estava "alegrinha" quando ficava com ele.

"Estava numa festa meio alegrinha e ficamos."
"Estava num happy hour meio alegrinha e rolou."
Cacete, que pinguça!
Cara, será que mulher não tem noção de que homem odeia bêbada?
Sim, nós odiamos mulher cachaceira.
Você viu a menina bêbada uma vez, duas vezes, pronto; já não leva mais a sério.
Vai no máximo dar uns pegas. Namorar, nunca!
Homem bêbado é foda; mulher bêbada é deprimente.
Essa história de direitos iguais é balela. Tem muita coisa que homem não aceita até hoje.
Pode até achar legal naquela amigona que sai pra tomar cerveja. Mas, note-se, AMIGONA nunca vai ser namorada.
Concordo que não deve ser nada fácil entender o que pensamos. Mas é assim mesmo, pra namorar não gostamos de certas coisas.

Infelizmente, ou felizmente, sabemos dividir muito bem as coisas. Ou é pra namorar ou é pra dar uns pegas.
E não tem nada a ver com ser santinha não. Gostamos de mulheres safadas, tanto pra namorar como pra pegar.
Agora, tem certas atitudes que não toleramos.
Beber muito é uma delas.
Roupas exóticas é outra, e assim vai.
Sei que menina odeia quando falamos assim. Mas aceitem, dividimos vocês em garotas legais e trepadas.
Algumas vezes a menina se resume a uma boca + uma bunda + uma buceta, só.
Feio né, mas muito verdadeiro.
Logo, pense bem antes de encher a cara. Você pode passar de possível namorada a uma mera trepadinha básica.

Big Fish

Esse fim de semana foi muito triste.

Tio Benedito foi embora. Ele é o pai da Rê do “passeidostrinta”.

Nos conhecemos há uns 20 anos.

Ele tava mal tadinho, com efizema pulmonar (acho que é assim que escreve) Tava andando com um tudo de oxigênio a tira-colo.

Mesmo assim nunca perdeu o humor.

Nunca vi alguém ter tantas histórias pra contar. Como diz a Rê, é próprio BigFish do filme.

Trabalhava com explosivos. – Quer coisa mais legal, poder dizer. – Meu pai trabalha com bombas.?

Adorava as suas histórias. Às vezes ia visitar a Rê ou a Dea e ficava horas conversando com ele.

Uma atriz, chamada, Florinda Bolkan, passou a ser lésbica devido a um fora que tomou dele. Queria ser terrorista na aposentadoria, sabia tudo de bombas.

Rio Centro?  Trabalho de amadores!

Metro Pinheiros? Problema do solo, explosivo não faz isso.

Uma vez garimpou num riacho ao lado da República onde morava. Ganhou um bom dinheiro, segundo ele.

Que cara legal!

Certa vez fiquei até tarde com as meninas. Por volta da uma da manhã, veio me chamar pra fazer um lanche.

Ovos com bacon! Esse sim sabia comer.

Caramba que falta ele vai fazer!

É isso ai Tio, agora o senhor pode ser terrorista no céu, não vai sobrar asa nem auréola nos anjos.

Vai virar uma fuzarca.

Com certeza o céu vai ficar muito mais divertido com ele lá.

Tchau Tio até outra hora

 

 

Parabéns

Valeu galera 10.000 visitas, completadas justamente no 2o aniversário do Blog.

Sei que estou em falta, que não tenho postado muito.

Mas prometo que voltarei.

Obrigados a todos vcs que curtem e acompanham o blog

 

O Cubículo

Voltei para a academia. Depois de 2 anos parado, resolvi voltar.

Não por puro diletantismo, mas sim porque estou obeso. Sim, obeso mórbido; nunca estive tão gordo.

O pior é que parece que ninguém percebe isso.

-         Você engordou? Imagina, está igual.

Igual?! Como assim, igual?! Igual a uma massa amorfa de gordura, só pode ser.

Bom, o que importa é que voltei a treinar. Voltei pra mesma academia de 2 anos atrás, a WET no Morumbi.

Um pouco longe, mas uma academia bárbara e com um preço ótimo também.

Já conhecia todos os professores, o que facilita bastante. Me sinto em casa, lá.

Novos aparelhos, novas aulas, tudo muito bom.

Porém, algumas coisas não mudam.

Uma delas é o vestiário. Isso eu acho que não vai mudar nunca.

Ele é pequeno, e mal distribuído. Os armários são muito pequenos -  não cabe uma camisa dentro, teria que deixar a porta aberta.

Disseram que vão trocar, mas não sei não.

Como todo vestiário masculino, os chuveiros não têm porta.

Não entendo, por que menino tem que tomar banho sem porta?

Por que temos que ficar olhando uns pros outros?

Daí, fica aquela situação ridícula.

Como ficar???

Você fica de frente pro cara do cubículo em frente, mostrando o bilisgüelo pra ele, ou vira de costas?

Pô, melhor mostrar o pau do que a bunda né? Vai que o cara é chegado?

Fica de lado? Não dá. Ao lado tem outro cara tomando banho.

Puta situação desagradável.

Por fim, acontece que todos ficam lá, em seus cubículos, tomando banho e batendo papo, porém é nítido o constrangimento.

Eu sou bem tranqüilo em me despir na frente dos outros, mas confesso que é chato. Um bando de homem pelado num vestiário pequeno não é nada agradável.

Mas tudo pode ser pior.

Além do vestiário pequeno, dos caras pelados, e dos chuveiros sem porta, o cubículo da privada tem uma porta de vidro jateado.

Sim, vidro jateado, dá pra acreditar???!!!

Você caga com platéia.

Isso eu não consigo, nunca caguei lá, é impossível.

Posso até ficar pelado, mas cagar com gente podendo ver, ainda que seja meu vulto, eu não consigo.

Que sacrifício não fazemos pra perder peso né?

 

Mijocabana

Férias no Rio, novamente!

Adoro o Rio de Janeiro – nem a Val, que é carioca, gosta tanto como eu. Fomos no dia 24.

Estrada perfeita, sem trânsito. A Dutra está muito boa, sem buracos – 30 conto de pedágio para ir e 30 pra voltar. Graal por toda a estrada; dá para parar umas 65 vezes.

Nunca vi tanto posto Graal - acho que a cada 20 km tem um melhor que o outro. Gostei muito mesmo.

Em Resende, próximo ao Rio, uma chuva torrencial. Há tempos não pegava uma chuva tão forte, mas tranqüilo, nada que atrapalhasse.

Pronto, chegamos ao Rio de carro, comigo dirigindo pela 1a vez na vida – dá pra acreditar? Muito legal.

Quer dizer, assim que entramos na Linha Vermelha fomos “incrivelmente bem” recepcionados. Pela 1a vez na vida, levei uma geral da PM!

Não acreditei. Entramos na Linha Vermelha e uma Blazer da PM passou a me seguir – uma Blazer toda fodida, diga-se de passagem – tocou a sirene e mandou parar. A Val, incrédula.

Putz, e agora? Paro ou não paro? Aquele carro sujo e detonado não tinha cara de carro da policia. Fiquei com medo de ser uma cilada de bandido. Fodeu, vou ter que parar. A Val, puta da vida, sem entender o porquê.

Encostei e o Sd Saraiva veio à minha janela pedir os documentos e exigir que saísse do carro. Enquanto isso, um outro soldado se postou ao lado da janela da Val – já espumando.

-          Vou revistar o senhor em busca de armas e drogas. Afaste os braços e as pernas.

Isso antes de ver meus documentos.

Me postei em posição de revista – coisa ridícula né?

Entreguei minha OAB e meus documentos.

Quando o mané viu a OAB, mudou o procedimento.

-          Tudo bem Dr, pode ir.

Filho da Puta.

Logo em seguida, os vimos parando um carro com placa de Florianópolis.

Coitados né, véspera de Natal, tem que recolher a caixinha pro presente das crianças...

Bando de filhos da puta.

Fora isso, o Rio continua lindo. Mas fedido.

Caramba!  Como o Rio fede mijo!!!!!

Mijo por todos os lados; Copacabana está uma Mijocabana. Fede demais.

Sol. Fez muito sol, diferente do ano passado que só choveu.

Passeamos muito, fiz trocentas compras – as coisas lá são bem mais baratas do que em SP, e as roupas são diferente. Há coisas que a gente só encontra lá.

Não fomos à praia - nem rolava - muito quente e muita gente. Caminhamos todos os dias no calçadão no fim da tarde. Tarde infinita por sinal, o sol estava a toda até às 20h.

Um dia fomos caminhar até Ipanema tomar um suco no Polisucos - segundo a Val, um dos melhores suqueiros da cidade - e acabamos voltando já à noitinha.

O calçadão da praia estava lotado; voltamos pela calçada do outro lado mesmo, perto dos prédios. Nessa calçada – pra quem não conhece – há vários restaurantes com mesas protegidas por uma cerca com plantas, ou algo assim.

Desse modo, os convivas comem sem se misturar com quem está de fora e sem se preocupar com a segurança.

Em um deles, uma cena surreal.  O restaurante estava lotado de gringos e em volta, debruçadas na cerca, várias putas. Parecia um self service de piranha - o gringo olha em volta, escolhe e chama pra mesa. Doido demais.

O Réveillon foi em Copa, na areia. Eu adoro ver os fogos, e não é tão caótico quanto as pessoas imaginam.

Arrumamos um lugar bom na praia para aguardar a hora da explosão. Estamos lá conversando e BLUM!!!

Peraí, como assim? Já tá na hora? E a contagem regressiva interativa tão propagandeada?

Sim, não teve. Algum imbecil apertou o botão antes da hora – 1 minuto antes. Isso pode parecer bobagem, mas tirou o tesão da galera. O legal é a contagem regressiva. Você fica lá no 10, 9, 8..., FELIZ ANO NOVO!!! Abraça todo mundo, estoura o espumante ou champagne , toma banho de Cidra e Peterlongo de quem esta ao lado, e tal. Depois disso, até um rojão Caramuru já resolve.

Os fogos são a cereja em cima do bolo depois da regressiva - tirar a cereja é muita sacanagem. Todo mundo estava meio perdido, ninguém sabia se já estava mesmo na hora de se abraçar – muito louco isso.

Após os infindáveis fogos, minha cunhada, Veronica, resolveu pular as malditas ondinhas. Tentamos convencê-la do contrário, mas já que estávamos lá, fomos todos. Faz parte, né?

Não conseguimos chegar na água. E não porque estivesse lotada, mas porque havia um cordão de isolamento de homens parados na beirinha.

De longe não dava pra entender direito. De perto sim.

Eles estavam mijando – sim, pasmem – estavam de pé, na beirinha d’água, mijando com vontade. Meu, que nojo, puta falta de noção!!! E não era manezinho do morro não, era gente de Av. Atlântica mesmo.

Na volta para o apê, mais trocentos caras mijando por toda parte. Por isso o cheiro insuportável em Mijocabana.

Que merda, uma cidade tão linda. Pra que fazer isso?

É uma pena, mas a cidade continua demais, quero voltar em outra época, visitar o Rio mais vazio.

Adoro essa cidade.

 

O Sogro

Conheci meu sogro!!!

Sim, eu ainda não o conhecia.

Fazia tempo que queria, mas não o conhecia.

Pode parecer antiquado, mas me fazia falta conhecê-lo; era estranho a Val estar em casa, morando comigo, sem eu nunca tê-lo encontrado.

Bom, almoço de Natal, era a hora de conhecê-lo.

Já tava suando. No Rio, um calor infernal. Eu, que já suo por natureza, tava pingando.

 

- Oi, tudo bem? Você é o Alexandre?

- Sim, tudo bem com o senhor? Feliz Natal!

- Sente-se, vamos conversar!

 

Fodeu!!! Sentar pra quê??? A conversa vai ser longa, e por isto preciso sentar??? Não seria melhor de pé mesmo, coisinha rápida e tal? Fodeu, fodeu e fodeu!

 

- Vc é de São Paulo mesmo?

- Nascido e criado.

- Faz o quê?

- Advogado.

- Escritório próprio?

- Sim senhor.

- Bom.

 

Cadê a Valeria? Sumiu, cacete. Ah, tá lá ajudando a mãe e a irmã a servir o almoço. E eu suando, passando mal – queria que ela estivesse ao meu lado, segurando minha mão, sei lá.

 

Sentamos à mesa. O almoço era leve e eu suava bicas; parecia que estava comendo capeletti in brodo.

 

Caramba, porque é tão difícil conhecer o sogro?

Já conheci vários; esse foi o mais difícil.

Não sabia o que falar. É fogo, falo com juiz o dia todo, gerente de banco, cliente, até sustentação oral no Tribunal eu já fiz. Na hora de falar com meu sogro, travei.

 

Sogra é bem mais fácil. Sogro é foda; ele é homem né? Sabe o que você está fazendo com a filha dele, sabe muito bem que você tá comendo a menina.

 

Alguém comentou que eu gostava de vinhos. Pra quê??? Me diz pra que falar isso??? O cara é enófilo, vai fazer alguma pergunta e em 2 segundos vai ver que sou zerado em vinhos.

Resolvo ficar quieto, não abrir a boca para nada; dou risada, como, falo alguma amenidade, como mais. Desse jeito acaba logo.

Foi tudo bem, o almoço transcorreu mil maravilhas. Ufa, passei no teste.

Tudo tranqüilo até que ele diz:

- Amanhã jantamos todos juntos novamente!

Puta merda, de novo? Fodeu!

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